Em meio ao cenário político atual, é comum nos depararmos com políticos que, em vez de apresentarem propostas concretas e soluções viáveis para os problemas da sociedade, preferem se concentrar em criticar a administração pública e os vereadores.

Esses políticos parecem acreditar que, ao apontar os erros dos outros, podem desviar a atenção de suas próprias falhas ou da falta de um plano de ação claro. No entanto, essa abordagem raramente é eficaz a longo prazo. Os eleitores estão cada vez mais exigentes e conscientes, buscando representantes que possam oferecer mais do que apenas palavras vazias.

A crítica é uma parte essencial da política, pois permite a identificação e correção de erros. No entanto, quando se torna a única ferramenta na caixa de ferramentas de um político, é um sinal de alerta. A crítica sem ação ou proposta é como um carro sem motor; pode parecer bom por fora, mas não vai a lugar nenhum.

Os políticos que se enquadram nessa categoria precisam entender que o papel de um líder não é apenas identificar problemas, mas também propor e programar projetos com soluções efetivas e viáveis sozinhos ou em conjunto com seus correligionários que imagina-se: comunguem do mesmo ideário Partidário. Em vez de gastar energia criticando a administração pública e os vereadores, eles poderiam usar esse tempo para desenvolver propostas sólidas e estratégias eficazes que beneficiem a sociedade.

No atual e delicado momento que passamos em nosso país, sem apontar que fez ou deixou de fazer, políticos já testados, oportunistas de plantão e uma gama de outros cidadãos tidos como aptos pela legislação vigente, vem a público se candidatarem a um cargo eletivo em seu município. Muitos destes políticos momentâneos agem no sentido de: Vamos tentar a sorte, o azar fica para quem os votou e elegeu.

Em resumo, a política precisa de menos retórica vazia e mais ação orientada para resultados. Precisamos de líderes que possam olhar além das falhas dos outros e se concentrar em como podem fazer a diferença. Afinal, a verdadeira medida de um líder não é como ele critica, mas como ele inspira, inova e implementam mudanças positivas.

Chegamos novamente em um ponto crítico, estamos no linear do salve-se quem puder; daí as eleições sempre nos trazem personagens pitorescos, a princípio todos se apresentam e posam como “Salvadores da Pátria”, onde na maciça maioria das vezes o eleito se transforma em “Sasá Mutema”, como se fosse a um passe de mágica, então já era, serão mais quatro anos de retrocesso com alto grau de anacronismo e nova tentativa de recuperação, correndo o mesmo risco e incorrendo no mesmo erro.

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Luzimar Franco

Colunista

Categoria: Atualidades